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Pressão Máxima Da Pólvora
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RDX
Sérgio
RDX está offline
Enviado: 12 de maio de 2017, 16:09 Responder citando esta mensagem


Grupo: Espectadores
Cadastrado: 25/Fev/15



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Caros amigos: Se admitíssemos uma câmara feita de aço, extremamente robusta e totalmente cheia com pólvora tipo 216 (CBC), por exemplo, qual seria a pressão máxima atingida dentro dela? Sei que conforme o tipo de cartucho, suas limitações de projeto impedem que a pressão exceda determinados patamares, assim, a pressão que normalmente encontramos notada é sempre aquém da pressão máxima possível. Ora, a própria massa do projétil deve ser observada para que sua inércia não cause um excesso de pressão indesejável. Na teoria, o cálculo estequiométrico nos daria a resposta, mas em função das várias reações que formam diversos gases em diversos volumes molares, isso é meio complicado, nos deixando o empirismo prático pra responder. Muito grato!
 
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Cacius
Cacius Schuh
Cacius está offline
Enviado: 12 de maio de 2017, 17:24 Responder citando esta mensagem


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Você vai dar ignição nesta pólvora contida?

Se sim, acredito que só um equipamento específico, com leitores internos, pode dar alguma ideia do que vai acontecer. Agora, energia liberada não desaparece... ela vai ter que ir pra algum lugar. A câmara vai deformar ou romper, não entendo como possa ser diferente.

Não entendi onde você quer chegar ou qual o resultado útil do experimento, especialmente na questão do tiro.

É apenas uma indagação acadêmica?

No tiro, não procuramos a 'pressão máxima possível'. Procuramos precisão e/ou velocidade do projétil dentro de uma margem de pressão adequada. E SEMPRE vamos querer que o projétil saia pelo cano - aliviando a pressão.

 
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RDX
Sérgio
RDX está offline
Enviado: 12 de maio de 2017, 17:46 Responder citando esta mensagem


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Cacius: A energia ficaria contida como num Pet de refrigerante ou bebida gasosa. Se imaginarmos um cartucho, por exemplo, de 38 numa câmara com 10 cm de espessura em aço de alto teor de Carbono, com certeza a pressão gerada não a romperia e a pressão atingiria seu valor máximo. Como sabemos, conforme a força com a qual o projétil é "colado" no cartucho, a massa do projétil e à medida em que o projétil se afasta, tudo isso altera a pressão e quando essa tende a cair com a saída do projétil, ainda haverá grânulos queimando e gerando mais gás. Mas se não houvesse movimento a pressão chegaria a seu valor máximo, conforme a estequiometria da reação. Toda arma usa apenas parte da energia da pólvora conforme o tamanho do cano. Se um cano tivesse um comprimento suficiente para conter todo o volume de gás gerado e o projétil não tivesse atrito com o cano, poder-se-ia aproveitar toda essa energia. Fiz uma tabela no excel que calcula tudo isso, mas preciso desse dado para relacionar a quantidade de pólvora e a energia gerada. Sei que 1 grama de pólvora gera por volta de 3.000 Joules, uma câmara de volume conhecido totalmente cheia de pólvora deveria gerar uma pressão conhecida e é esse dado que não consegui encontrar. Estimo que uma pólvora como a 216 de queima rápida, possa gerar mais de 30.000 PSI, mas isso é chutômetro.
 
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Reinaldo Ver Foto do Usuário
Reinaldo
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Enviado: 12 de maio de 2017, 18:19 Responder citando esta mensagem


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CITACAO (Cacius em 12 de maio de 2017, 18:24)
Não entendi onde você quer chegar ou qual o resultado útil do experimento, especialmente na questão do tiro.

É apenas uma indagação acadêmica?


Também estou procurando o resultado prático do experimento.

______________________
RED
 
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RDX
Sérgio
RDX está offline
Enviado: 12 de maio de 2017, 18:42 Responder citando esta mensagem


Grupo: Espectadores
Cadastrado: 25/Fev/15



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Reinaldo, uma máquina se usa de um processo físico e toda prática que ele oferece vem de todo um estudo e teoria. As pessoas que se usam de máquinas sabem operá-las, mas sem quem a criou, concebeu o princípio e a desenvolveu como um ente concreto precisa saber e conhecer profundamente todos os seus aspectos. Geralmente aqui no Brasil a gente só copia, mas para desenvolver tecnologia é preciso fazer contas. Se não conhecêssemos a física, não haveria armas pra gente se divertir. A arma funcionando é apenas o epílogo de uma cadeia de eventos pensados e calculados, nada de prática sem teoria.
 
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dogo
Marcelo
dogo está offline
Enviado: 12 de maio de 2017, 21:30 Responder citando esta mensagem


Grupo: Competidores
Cadastrado: 6/Ago/09



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Esse papo "einsteinmático" tá muito complicado pra mim, mas pelo que entendi você procura pressões conhecidas de calibres conhecidos, então consulte os manuais de recarga americanos, o da lyman, por exemplo, no qual todas as cargas sugeridas são acompanhadas das pressões máximas.
 
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Cacius
Cacius Schuh
Cacius está offline
Enviado: 13 de maio de 2017, 08:58 Responder citando esta mensagem


Grupo: Competidores
Cadastrado: 10/Ago/05



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CITACAO (RDX em 12 de maio de 2017, 18:46)
Cacius: A energia ficaria contida como num Pet de refrigerante ou bebida gasosa. Se imaginarmos um cartucho, por exemplo, de 38 numa câmara com 10 cm de espessura em aço de alto teor de Carbono, com certeza a pressão gerada não a romperia e a pressão atingiria seu valor máximo. Como sabemos, conforme a força com a qual o projétil é "colado" no cartucho, a massa do projétil e à medida em que o projétil se afasta, tudo isso altera a pressão e quando essa tende a cair com a saída do projétil, ainda haverá grânulos queimando e gerando mais gás. Mas se não houvesse movimento a pressão chegaria a seu valor máximo, conforme a estequiometria da reação. Toda arma usa apenas parte da energia da pólvora conforme o tamanho do cano. Se um cano tivesse um comprimento suficiente para conter todo o volume de gás gerado e o projétil não tivesse atrito com o cano, poder-se-ia aproveitar toda essa energia. Fiz uma tabela no excel que calcula tudo isso, mas preciso desse dado para relacionar a quantidade de pólvora e a energia gerada. Sei que 1 grama de pólvora gera por volta de 3.000 Joules, uma câmara de volume conhecido totalmente cheia de pólvora deveria gerar uma pressão conhecida e é esse dado que não consegui encontrar. Estimo que uma pólvora como a 216 de queima rápida, possa gerar mais de 30.000 PSI, mas isso é chutômetro.

Sérgio, eu sou advogado, então meus conceitos de física são MUITO rudimentares, e talvez eu esteja seriamente enganado.

Porém, numa pet com refrigerante o gás está contido na garrafa tem um meia dúzia de PSI's, e a garrafa tem um percentual de deformação.

Numa ignição de pólvora, o volume físico dela é multiplicado por um volume gasoso muuuuito maior, e em grande velocidade (especialmente numa 216 da vida). Vai para a casa dos milhares de PSI...

ACHO que a 216, tal sua rapidez, queima totalmente em câmaras pequenas, não sobre pólvora queimando até que o projetil saia do cano. Para pólvoras mais lentas, realmente isso é uma verdade. Há casos em que sequer queima completamente (por exemplo, usar CBC 220 para carregar .38 SPL, num cano de 2 polegadas empurrando projetil de 100 grains).

ACHO, porém, que nestas pólvoras de armas curta, canos maiores que 6" praticamente não tem este inconveniente de ficar resíduo (exceto recarga mal pensada, como projetil leve e pólvora lenta). Numa carabina Puma, as pólvoras adequadas, não se fala em pólvora sem queimar....

Não é possível usar um cano infinito, pois em determinado momento a expansão da queima da pólvora vai parar e daí em diante o projétil FREIA no cano. Não sou eu que digo:

http://www.zecamat.com.br/pag0110.htm

Acho que a pólvora vai gerar X PSI dentro de uma determinada câmara. Se a câmara foi percentualmente maior ou menor para o mesmo volume de pólvora, isso vai variar. Na minha visão, se for um grain ou 500 grains, em câmaras proporcionalmente iguais, a pressão vai ser a mesma....

Novamente, não estou entendendo onde você quer chegar.

 
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RDX
Sérgio
RDX está offline
Enviado: 13 de maio de 2017, 12:42 Responder citando esta mensagem


Grupo: Espectadores
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Caro Cacius, sua acareação é correta, se tomarmos um cano ele sempre oferecerá atrito e limite da velocidade em função do comprimento.Mas é possível saber o seu melhor comprimento em função do tipo de projétil e suas características, carga da munição e tipo de ação. Com esse simples cálculo é possível prever todas as velocidades, inclusive de uma carabina de pressão PCP, à mola, arma de fogo de qualquer tamanho, zarabatana e qualquer lançamento de projétil que se usa de ar ou gás comprimido. Na prática, qualquer expansão gasosa pode ser contida, pois tudo é uma questão de força contra a parede que a contém e o seu módulo de resistência mecânica. À medida em que as pressões foram subindo, os aços empregados também foram sendo aquilatados para contê-las. O legal de saber matematicamente o que ocorre, é que a gente descobre coisas simples que a prática nem sempre evidencia, como por exemplo, quanto maior o calibre, maior aproveitamento da carga, aliás, muito lógico e básico, mas eu não tinha atentado pra esse aspecto. Mas, conforme já foi sugerido, vou buscar referências em tabelas de recarga americanas. Muito grato pela atenção.
 
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7 respostas desde 12 de maio de 2017, 16:09 Monitorar este Tópico | Enviar tópico por email | Imprimir Tópico

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